Vamos falar de patrimonio histórico, mas começamos pelo péssimo e audacioso exemplo de prepotência que vemos estes dias.
TRUMP, com o seu poder dá um exemplo bem claro disso com seu modo de querer governar o mundo, enquanto outros potentes...calam.
Alguns
estudiosos afirmam que o fascismo serve de base para esse posicionamento outros
porém preferem termos como populista
autoritário ou nacionalista de extrema-direita. Tem aqueles que
sugerem que o fenômeno Trump é uma nova forma de autoritarismo do século
XXI, que opera através de medidas de exceção dentro do sistema democrático, em
vez de um golpe de Estado totalitário clássico...
Baseados nos exemplos do século XX alguns acadêmicos e
críticos traçaram paralelos entre Trump e o fascismo mas não obtiveram um consenso a respeito do rótulo
"fascista" mesmo se existe um amplo conhecimento de suas tendências
autoritárias semelhantes aquelas de
ideologias fascistas.
Existem porém outros métodos para obter resultados indignos, basta ser importante em algum setor da sociedade. Isso existe seja no ramo indústrial, comercial que intelectual. Vemos, de maneira oculta, dissimulada ou fraudulenta, de qualquer modo, desonesta, inclusive entre intelectuais, escritores, professores e equivalentes, por exemplo, que uma guerra em situações menos importantes, não é menos sutil.
Aqui, na gestão do patrimônio, entra, sub-repticiamente, a prepotência copiada da Trump que aproveita o "poder" que tem no momento para "chantagear "os outros.
Um
exemplo na nossa realidade: no início do século
XXI, Landi tinha se transformado num assunto capaz de proporcionar prestígio e
regalias dentro das universidade, como títulos, bolsas de estudo e viagens. Logo,
apareceram os “donos do assunto Landi”, como costuma ocorrer quando alguém
descobre um rico campo de pesquisa entre os acadêmicos... Neste
ninho das vaidades e ambições, tinha quem continuava trabalhando, sozinha e obtendo resultados no exterior.
Quem em Belém ousou escrever e publicar algo sobre Landi,
começou a ser ...evitado e ignorado. Esse terreno já tinha dono. Em vez de
agregar conhecimentos e pesquisadores,
marginalizavam os concorrentes e suas pesquisas... e ninguem ousou fazer nada contra isso, aliás se aproveitavam obtendo favores.
Os politicos que se sucederam em Belém, não melhoraram essa tendência. Pouco a pouco Landi foi deixado de lado e agora tem gente se preocupando com prédios interessantes
que não foram tombados enquanto outros aproveitam para comprar o que podem na
Cidade Velha e Campina. A gentrificação é evidente, mas quem a decidiu?
Aqui, temos gente que calou ao ponto de permitir que chegassemos a esse comportamento prepotente que ignora a defesa do nosso patrimônio. Dificil mudar essa realidade de um dia para o outro. Interessante dar uma olhada nesta nota cuja data não conhecemos: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_bens_tombados_em_Bel%C3%A9m
Quem reclama da situação do nosso patrimônio hoje, será que frequenta o Auto do Cirio, o Arraial do Pavulagem, o festival Psica, ou o carnaval na praça do Carmo? Sabem que as autorizações dadas a esses eventos não respeitam o Código de Postura e nem o Estatuto da Cidade? Isso já leva os prédios no entorno dessas manifestações a sofrerem com a trepidação provocada pela poluição sonora. Os defensores do patrimônio onde se encontram em tais ocasiões... e os funcionários públicos o que fazem? Quem sustenta toda essa prepotência? Quem deve aplicar e fazer respeitar as leis?
Os danos provocados pela poluição sonora são considerados crime, mas, como é que são autorizados e mais ainda, como é que o povo frequenta em massa? As leis não devem ser conhecidas e respeitadas por todos? Mas, quem são esses “todos” ? e a 'midia' enaltecendo esse modo de "defender" nossa... cultura. Notamos que até quem se considera um democrata... copia os fascistas. Depois ouvimos respostas tipo: mas eu sou Master, eu sou PHD... como se esses titulos te dessem o direito de ignorar o sentido das palavras usadas nas leis. É claro que tem muita gente que não está cumprindo o seu dever. O art. 81 do Código de Postura é um exemplo, totalmeente ignorado ha anos.
Agora que alguns cidadãos estão acordando,
seria bom que se baseassem nas leis, para defender o patrimônio dos interesses carnavalescos, e respeita-las, por questão de coerência e democracia... diversamente do que fazem por ai. Entre os membros dos Conselho do Patrimônio, será que tem alguem formado em Direito?
TRUMP ensina: com prepotencia se obtem muito e nós, os ofendidos, os não fascistizados, não conseguimos nem propor, ao menos, uma Campanha durante o carnaval para conscientizar TODOS, sobre a necessidade de preservação de bens assim como o uso correto de monumentos e a valorização de prédios históricos. ... em vez de ir festejar o próprio aniversário na porta de igrejas tombadas, desrespeitando as leis de salvaguarda, e inclusive pisoteando nossa memória histórica.